Voz da Póvoa
 
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Biblioteca Recebeu e Apresentou “Murro no Estômago”

Biblioteca Recebeu e Apresentou “Murro no Estômago”

Cultura | 11 Novembro 2021

Foi apresentado na segunda-feira, 8 de Novembro, na Biblioteca Municipal, o livro “Murro no Estômago”, de Paulo Jorge Pereira, que contou na mesa com a presença da vereadora da Coesão Social, Andrea Silva.

O autor deu a conhecer aos leitores presentes casos emocionantes, de forma dura e crua, com o objetivo de que estes sirvam de lição de vida, exemplo ou esperança para todos aqueles que conhecem, são ou já foram vítimas de violência.

Segundo Paulo Jorge Pereira, ao longo da obra, “o impacto causado pelo crime da violência doméstica é narrado através da descrição das histórias das vítimas, relatos dos sobreviventes e, ainda, perspetivas dos profissionais que atuam na prevenção, combate e resposta destes casos”.

Andrea Silva destacou a relevância de obras da natureza de ‘Murro no Estômago’ escritas, particularmente durante a pandemia, “uma época excecionalmente complicada para as vítimas, que, confinadas em casa com os agressores, tiveram maior dificuldade em pedir ajuda”.

A vereadora alertou para a importância de se assumir alterações a nível legislativo, considerando imoral que “seja a vítima a ter de abandonar o seu ambiente familiar e ser deslocada, muitas vezes acompanhada por filhos menores a seu cargo, para um local fora da sua zona de conforto. Paralelamente, aos dias de hoje, o agressor pode manter a sua rotina diária e manter a sua habitação”.

Para que a memória não seja feita de esquecimento lembramos que em Portugal, nos últimos 15 anos, mais de 500 mulheres foram assassinadas em contexto de violência doméstica. Na sua maioria, as vítimas são mortas por pessoas do sexo masculino, com os quais mantinham uma ligação familiar ou relacionamento íntimo.

Apesar dos números, Paulo Jorge Pereira viu a sua obra ser rejeitada por uma editora, que justificou afirmando “que o tema não vendia”. O facto não demoveu a vontade do autor que avançou para a sua publicação, por entender que “o tema pode não ser vendido, mas tem de ser falado”.

A preservação dos afectos, necessita de uma reflexão sobre os nossos comportamentos que, hoje em dia, estão demasiado ligados à máquina.

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