Voz da Póvoa
 
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Bairro Norte

Bairro Norte

Cultura | 1955 | 24 Junho 2020

A Estrela do Norte continua a brilhar, mas desta vez é para ser seguida da janela de casa e da Internet. Os preparativos do S. Pedro e os ensaios da Rusga da Juvenorte estavam para arrancar em Março, quando a notícia veio dizer que este ano as festas podiam estar comprometidas. A confirmação veio depois, acompanhada pela tristeza das gentes do norte, que sempre souberam eternizar o Pedro pescador.


Quisemos saber o que estava a ser preparado para uma noite, em que o convite é para não sair de casa: “Vamos a partir do dia 26 de junho apresentar coisas do passado mas também novidades que se mantem em segredo. Queremos que as pessoas do bairro e não só se liguem a nós Online”, revela José Moita.


É com muita pena, mas também com responsabilidade, que o Presidente do Bairro Norte avisa para que todos saibam respeitar as regras e proibições impostas pela Câmara Municipal, em consonância com as recomendações da Direcção-Geral da Saúde: “Temos todos que ter um pouco de paciência. Este é um ano para esquecer. Temos que concordar com as directrizes da Câmara Municipal que tem feito um trabalho exemplar no combate à pandemia. Espero que o pessoal do Norte compreenda e faça o S. Pedro em casa e em família. Um ano passa rápido e para o ano festejamos a dobrar. A nossa sede no dia 28 vai ficar aberta até às 20 horas, com entradas limitadas. O convite é para todas as pessoas passarem o S. Pedro em Família”.


“Amo-te Norte”

Foi por capricho de Deus
Que o Norte se fez vaidoso
Rei do mar; dono dos céus
Por sorte, Deus
Fê-lo formoso

Pôs-lhe aos pés rendas de sal
No olhar calor e luz
Acendeu-lhe riso imortal
Deu-lhe sabor a sal
Que nos seduz

Amo-te Norte
Da fé; das procissões
Das marés; dos pregões
Das avenidas
Amo-te Norte
Do céu; do sol poente
De azul e ouro luzente
Das cores fortes, garridas

Amo-te Norte
Das tricanas mais belas
Do Varzim; das estrelas
De luz e porte
Paixão maior
Coração da cidade
Do fulgor; da vaidade
Amo-te Bairro Norte

Em cada noite se estende
Sobre o Norte um véu de estrelas
E o céu curvado se rende
De anil se estende
Corre a acendê-las

Não se apagam, são eternas
São altivas Poveirinhas
O São Pedro fê-las tão ternas
Belas, estrelas eternas
Estrelas Rainhas

Letra: Sérgio Postiga
Música e Orquestração: Orlando Batista


Leia a notícia na íntegra na edição impressa

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