Voz da Póvoa
 
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As Correntes Continuam a Escrever o Futuro

As Correntes Continuam a Escrever o Futuro

Cultura | 1945 | 26 Fevereiro 2020

O escritor angolano Pepetela, pseudónimo literário de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, com a obra ‘Sua Excelência, de Corpo Presente’ é o grande vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa 2020, associado à 21ª edição do Correntes d’Escritas. O anúncio foi feito no Salão d’Ouro do Casino, na sessão oficial de abertura do Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, pelo porta-voz do júri, Valter Hugo Mãe.

A cerimónia de abertura contou com a presença do secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, e do presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, que reafirmou “o propósito de sermos reconhecidos como Cidade Criativa da Literatura, tanto na vertente da leitura como na da criação literária”.

O prémio literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus foi atribuído a Ana Sofia Franco Trigo, de Lisboa, que assinou o conto ‘Relógios Parados’ com o pseudónimo “Jieun”. O prémio literário Fundação Dr. Luís Rainha/Correntes d’Escritas foi entregue ao poveiro Álvaro Maio, com a obra ‘Ala Ala Arriba’ assinada com o pseudónimo “Zé Pescadinha”.

O Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas Porto Editora foi entregue aos alunos do 4ºC da Escola Básica da Venda do Pinheiro, com o conto ‘Tempestade no Rio’. Em 2º lugar ficou a turma do 4ºQ da EB 1 com PE e Creche Eng. Luís Santos Costa, de Machico, com o conto ‘Os Ponteiros Apaixonados’, e em 3º lugar a turma do 4ºA, do Colégio Paulo VI de Gondomar, com o conto ‘A mala da minha professora’. Refira-se que concorreram a nível nacional mais de dois mil alunos.

 A revista Correntes d’Escritas olhou desta vez para Hélia Correia e elogia em amizade e conhecimento uma autora que já venceu o Prémio Casino da Póvoa.

O poeta brasileiro Ferreira Gullar disse um dia que “a arte existe porque a vida não basta”. É o que podemos traduzir do evento literário que germinou na Póvoa de Varzim e se vai semeando na sede dos outros de também beber de cultura. O Correntes d’Escritas é o seu horizonte.

Agora, na idade maior do antigamente, aos 21 anos, assumiu em definitivo a trilogia dos sentidos, escritor, editor, leitor.

Depois a poesia sai à rua para se ouvir, os estabelecimentos comerciais são por alguns dias também uma livraria e a corrente de cultura e de escritas pode ser agarrada no Cine-Teatro Garrett e nas escolas de todo o concelho. Este ano, também São Pedro de Rates e Navais puderam disfrutar de cultura à mesa com escritores e poetas. Nas Galerias Euracini 2 e no Hotel Axis Vermar as novidades em livro ou em revista foram apresentadas. Mais de uma centena de escritores trouxeram à Povoa de Varzim a sua forma de escrever o mundo e até Óbidos nos explicou a sua cidade criativa, tal como o Instituto Ramon Llull de Barcelona, que foi mais longe e se apresentou também em catalão, com os seus criadores.

No último dia de uma electrizante semana, Luís Diamantino, vice-presidente e vereador da Cultura, não deixou de reforçar os laços que nos unem à corrente: “Todos os anos o Correntes d’Escritas continua a espantar e a surpreender.

Temos cada vez mais gente a participar e todas as mesas com sala cheia para ouvir falar de livros, o que é admirável. Depois, vi escritores emocionados ao reverem-se no documentário, nos dez anos das Correntes, onde alguns amigos das letras já partiram. Todos os anos as Correntes são uma voz de esperança e nos dizem que é possível fazermos melhor e sermos melhores pessoas para o futuro”.

 

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