Voz da Póvoa
 
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Acantos Poveiros ou Pedra Angular do Conto

Acantos Poveiros ou Pedra Angular do Conto

Cultura | 1943 | 12 Fevereiro 2020

A Fundação Dr. Luís Rainha acolheu, na sexta-feira, a apresentação do livro ‘Acantos Poveiros’, a mais recente obra de António Cunha e Silva. O autor, natural de Leça da Palmeira, Matosinhos, é diplomado pelo Conservatório de Música do Porto e foi membro da Orquestra Sinfónica do Porto e do Quarteto de Cordas do Porto. Foi também professor de violino e presidente do Conselho Directivo do Conservatório de Música do Porto, director da Academia de Música de Matosinhos, do Conservatório da Maia e do Conservatório da Covilhã. Entre prosa e poesia, publicou 16 livros. É também um colaborador habitual do ‘Póvoa de Varzim – Boletim Cultural’.

 António Cunha e Silva, que recebeu duas menções honrosas no Prémio Literário Fundação Luís Rainha/Correntes d’Escritas, reuniu cinco histórias alusivas ao poveiro, mais concretamente à colmeia piscatória: ‘A Carreta do Salva Vidas’, ‘A Casa dos Poveiros’, ‘Naufrágio do Veronese’,’ O Martele São Sebastião e o Moço Poveiro’, e ‘Acantos Poveiros’. Não admira por isso que um livro que entra pela memória e tradição poveira tenha sido abraçado pelo prefácio de José de Azevedo.

Na sessão de apresentação do livro ‘Acantos Poveiros’, Barros Queirós destacou uma leitura deliciosa: “Este ilustre matosinhense, poeta, contista, escultor e músico, conta com mestria o linguarejar das gentes poveiras. São cinco belas estórias que transmitem ao leitor uma forma de falar poveira. É inevitável este cruzamento com as duas terras de mar, Póvoa e Matosinhos. Daí a estória do salvamento dos passageiros do navio Veronese, pelo Patrão Lagoa, no mar de Matosinhos”.

E acrescentou: “Convém lembrar que ‘Acanto’ é a pedra angular que os pedreiros medievais colocavam no topo dos edifícios”.

António Cunha e Silva revelou que “o conjunto de cinco estórias tem um percurso de oito anos e também precisei colocar uma pedra sobre o assunto. As estórias têm um misto de realidade com ficção, sendo este último muito mais preciso e presente. Todo o meu trabalho se desenvolve em criar situações ficcionadas com outras reais. O livro tem uma total relação com a Fundação Luís Rainha, já que engloba estórias que receberam menções honrosas, uma que foi recusada e uma outra que retirei do concurso para editar no livro”.

O presidente da Fundação Dr. Luís Rainha, Inácio Sousa Lima, fez questão de agradecer o momento proporcionado pelos convidados que só pode ter agradado aos presentes.

 


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