Voz da Póvoa
 
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A Mulher entre os Olhares de Alfredo Cunha

A Mulher entre os Olhares de Alfredo Cunha

Cultura | 3 Outubro 2021

O Teatro da imagem ou a viagem dos Seres expostos ao mundo das interrogações. A ideia partiu dos múltiplos olhares do fotógrafo Alfredo Cunha, que encontrou “A Mulher na geomorfologia Cultural e a Cultura na geomorfologia da Mulher”, depois da fixação de momentos que se transformaram em retratos de meninas e mulheres da Guiné. Esta certeza ergueu-se em exposição inaugurada na quarta-feira, 22 de Setembro, primeiro dia do É-Aqui-In-Ócio, festival que pretende levar ao palco, na 11ª Edição, uma reflexão sobre “O Ser Humano e os outros Seres, Humanos”.

 O momento, contou com a presença de Eduardo Faria, programador do Festival e presidente da Varazim Teatro, Manuela Ribeiro, directora do Gabinete de Projectos Culturais do Cine-Teatro Garrett e Alfredo Cunha, autor das imagens que compõem a exposição de mulheres Guineenses. São olhares onde a felicidade e a desgraça nos transporta à reflexão. Como fez questão de referir Eduardo Faria, "é a humanidade e a identidade.  Não é igual ser mulher em qualquer lugar do mundo”.

Talvez possamos perceber melhor, lendo ou relendo “A Desumanização” do Valter Hugo Mãe.
Há palavras que o vento leva e outras que se agarram ao tronco do poema, verso de “cultura que nos vai salvar”, acredita Manuela Ribeiro.
 
A exposição “A Mulher na geomorfologia Cultural e a Cultura na geomorfologia da Mulher” está nas paredes da Sala de Atos do Cine-Teatro Garrett até ao último dia do Festival, ou seja, 2 de Outubro. A sua curiosidade pode ser compensada entre as 10h30 e as 17h30.

A noite trouxe “Damas da Noite”, uma Farsa de Elmano Sancho”, que identidade temos, qual assumimos, quem somos, homem ou mulher, actor e personagem. A sociedade continua a trocar o amor e a felicidade por ensurdecedores silêncios. Assim se compôs o primeiro dia.

Esta sexta-feira “Semente, o homem que plantava árvores”, pelo Ajidanha, um espectáculo com tradução para língua gestual portuguesa e audiodescrição. A ideia não passa por plantar uma árvore, escrever um livro e ser pai ou mãe de um filho, mas pela capacidade que o ser humano tem de transformar e influenciar. Jean Giono, um homem simples, reflorestou sozinho o impensável numa região inóspita e árida de França.

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