Voz da Póvoa
 
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51º Aniversário do Casino da Póvoa

51º Aniversário do Casino da Póvoa

Cultura | 1925 | 25 Setembro 2019

A Eterna Melodia do Amor na Voz Inconfundível de Chris de Burgh

O Casino da Póvoa celebrou a passagem do seu 51º aniversário com muito romantismo e glamour. A gala trouxe ao palco do Salão d’Ouro um dos grandes nomes da música internacional, Chris de Burgh. Prestes a completar 71 anos de idade, o cantor irlandês não defraudou as expectativas e presenteou os convidados com um concerto memorável.

A solo, deambulando entre a guitarra e o piano, Chris de Burgh ofereceu o romantismo das suas músicas a uma noite inesquecível. Durante mais de uma hora, o repertório escolhido incluiu alguns dos seus êxitos, como “Missing You”, “Waiting For The Hurricane”, “The Hands Of Man” ou “Moonlight & Vodka”, mas também outros grandes temas como “Always On My Mind” (Elvis Presley), “Without You” (Harry Nilson), “Yesterday” e “Hey Jude” (The Beatles).

“Estou muito feliz por voltar à Póvoa de Varzim e é um enorme prazer estar aqui com a minha esposa e a minha filha. Decidi fazer uma incursão por algumas das minhas músicas preferidas, para demonstrar o quanto adoro Portugal”, afirmou Chris de Burgh. Confesso colecionador de vinhos e dono de uma voz inconfundível e intemporal, é caso para dizer que, aos 71 anos de idade, Chris de Burgh “está como o vinho do Porto”.

Mas o momento alto da noite aconteceu quando interpretou o seu maior êxito, “The Lady In Red”. Numa ode ao Amor e ao Romantismo, Chris de Burgh abandonou o palco e percorreu o Salão d’Ouro. Arriscou um pezinho de dança e não se coibiu de cumprimentar as muitas senhoras que acederam ao desafio lançado pelo Casino da Póvoa e compareceram vestidas de vermelho. Chris de Burgh, um verdadeiro gentleman, perpetuou a sua presença na riquíssima galeria de artistas internacionais que actuaram na nossa cidade a convite do Casino da Póvoa.

Na passagem de mais um aniversário, Dionísio Vinagre, administrador do Casino da Póvoa, disse à nossa reportagem que “é preciso ter muita persistência e capacidade de resistência para continuar a lutar pelo futuro”, numa alusão à elevada tributação, aplicada pelo Estado Português, que no caso do Casino da Póvoa se situa nos 60% sobre receitas, superior à taxa fixada no contrato de concessão (50%).

Num ano genericamente mau para os casinos portugueses, Dionísio Vinagre alertou novamente para a dualidade de critérios, em prejuízo dos casinos: “Chegamos a um ponto em que não podemos cortar mais nos custos porque isso significaria baixar receitas. O grande problema é mesmo a elevada tributação a que os casinos estão sujeitos. E não se compreende que os casinos físicos, onde são exigidas instalações adequadas, contratação de pessoal, obras de manutenção, equipamentos, restaurantes e investimentos em animação, tenham uma tributação superior à dos casinos online. A Grécia passou por um problema semelhante, mas há dois anos o governo baixou a taxa de imposto para salvaguardar o sector. Em Portugal, teima-se em não querer encarar o problema de frente. Resta-nos ser resilientes e lutar. Esperamos ter mais sorte com o próximo governo”.

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