
No dia seguinte recordaremos melhor, a memória é mais lúcida. A última vez que nos vimos e ouvimos foi no Casino da Póvoa, concerto de S. Martinho, a 9 de Novembro 2024. Aquele puto em palco foi sempre o Luís Represas, fosse na Hora do Lobo ou com as Chave dos Sonhos, haverá sempre uma Feiticeira, mas podemos acrescentar o lado Trovante com o Ser Poeta é ser mais alto, Da Próxima Vez, Saudade, até à visita ao seu último álbum, gravado em Fevereiro de 2024, com A Cobra dos Mares e Miragem.
Luís Represas (1956-2026) era como se gostasse de partilhar a água em vez de a abraçar numa só barragem ou oceano. Existem outras memórias que guardarei para sempre, a tua passagem pelo Correntes d’Escritas, com um livro infantil e a tua música na guitarra partilhada com amigos e felizardos.
Basílica da estrela é um nome bonito para quem o foi na realidade. Quanto à ‘Miragem’ gosto de pensar que continuas aí sempre que te ouvimos cantar.
José Peixoto
Foto: Rui Sousa