Voz da Póvoa
 
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Salão de Jazz d’Ouro

Salão de Jazz d’Ouro

Cultura | 1938 | 25 Dezembro 2019

O Salão d’Ouro do Casino da Póvoa recebeu, na sexta-feira, a deslumbrante voz da cantora norte-americana Stacey Kent, que se fez acompanhar pela sua banda, mas também pela Orquestra das Beiras, sob a direcção do maestro António Vassalo.

Nascida em Nova Iorque em 1968, onde estudou Literatura Comparada, Stacey Kent fez uma viagem pelo Vocal Jazz, atravessando as paisagens do Cool Jazz e Jazz Blues. A Pop ou o Cabaret trouxeram os ritmos da Bossa Nova, onde as canções de António Carlos Jobim se fizeram sentir, como a ‘Garota de Ipanema’. Mesmo sendo cantada em inglês, o coração bateu ao ritmo do ‘Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela menina, que vem e que passa no doce balanço, a caminho do mar’.

Para que nenhum sol tivesse outra luz mais forte, a cantora, que estudou Jazz em Inglaterra, apresentou-se de negro, tal como todos os elementos da banda e da orquestra, como forma de unir uma só criação. Sempre com um sorriso apaixonado pelo público, encantou com a sua arte e deixou na memória um concerto intimista e inovador, neste seu regresso ao Casino da Póvoa.

Perdida todos os dias num abraço a Jim Tomlinson, seu marido, saxofonista e compositor de melodiosas canções de amor e de esperança, entrou pela canção de Serge Gainsbourg, mas também do grande Jacques Brel, Edu Lobo ou Vinícius de Moraes.

Durante duas horas, por cada canção, algumas palavras em português a agradecer ou a explicar que “a Primavera me ensinou a amar você” ou “um pássaro cruza o céu e deixa saudade”. Com uma voz suave e quente, Stacey Kent despediu-se com “um abraço do tamanho do mundo” e acendeu entre a luz uma voz de encantamento. E no Salão d’Ouro brilharam primeiro os olhares e depois os aplausos.

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