
O líder da Concelhia do PS/Póvoa reuniu no dia 24 de Agosto com direcção da Varazim Teatro, uma companhia com quase trinta anos de actividade no concelho e que assume um papel fundamental na promoção da cultura poveira, levando o nome da Póvoa de Varzim um pouco por todo o país e estrangeiro.
Gonçalo Angeiras explicou em comunicado que o pedido de reunião surgiu “na sequência da notícia de que a companhia teria de deixar, nos próximos meses, a sua icónica sede na Rua da Fortaleza - espaço onde ensaia as suas peças e onde dá as suas aulas -, dado que os proprietários decidiram colocar o imóvel à venda”. E acrescenta que, “a sede da Varazim Teatro não deixa ninguém indiferente, devido à pintura que cobre a sua fachada: um exemplo paradigmático da arte urbana que poderíamos ter em maior quantidade por todo o concelho e que apenas não temos por tacanhez de quem toma decisões”.
Segundo o socialista, “a nossa preocupação foi perceber se a associação iria ficar sem espaço para desenvolver a sua atividade e se o Município poderia fazer algo mais para a apoiar. Falámos ainda sobre a falta de uma visão clara para a política cultural, uma cultura que deveria ser descentralizada e chegar a todas as freguesias. É frustrante perceber que o Cine-Teatro Garrett continua a desperdiçar oportunidades de financiamento à programação e de apoio às artes promovidas pela Rede de Teatros e Cine-Teatros”. Nas contas de Gonçalo Angeiras já forma desperdiçados “mais de um milhão de euros, pura e simplesmente, por inércia da Câmara Municipal, que deveria promover as candidaturas”.
E recorda que o seu partido, na última campanha eleitoral, apresentou “a proposta da «Fábrica da Cultura», procurando dar uma nova vida a um espaço emblemático da nossa cidade, como a antiga fábrica de conservas «A Poveira», adaptando-o para ser uma verdadeira incubadora cultural, um espaço de criação das mais diferentes modalidades artísticas. O edifício custou mais de um milhão de euros à Câmara há 12 anos e, até agora, continua sem uma solução, degradando-se a cada dia que passa”. E conclui: “Se esta proposta avançasse, todas as companhias de teatro da Póvoa de Varzim teriam um espaço para pôr em prática as suas actividades. Como alertamos na campanha, a Câmara compra «monos» e depois não lhes dá qualquer uso. Estava na hora de mudar de paradigma”.
Foto: Concelhia PS/Póvoa