Voz da Póvoa
 
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Palavras “Submersas” Levitam à Condição de Romance

Palavras “Submersas” Levitam à Condição de Romance

Cultura | 24 Setembro 2026

 

Ninguém nasce escritor, mas há uma aprendizagem que se esconde em cada leitura, em cada memória, em cada narrativa que nos chega em forma de vida. Acima de tudo, somos feitos de imaginação e essa ideia de todos passarmos por uma idade parva não existe. O que existe é a nossa capacidade de sermos sonhadores, capazes de tornar todos os sonhos possíveis e até nos amores, nessa tal idade parva, fomos capazes de desejar “que seja infinito enquanto dure” como escreveu o poeta Vinícius de Moraes, no soneto de Fidelidade. 
 
O Romance “Submersas” de António Pinhão, apresentado no sábado na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto também tem esta infinidade das coisas belas, mesmo quando são descritas pelo autor com uma certa violência, a traição, a prostituição, o tráfico humano. É certo que ao assassinarmos uma personagem mesmo que ficcionada vamos ser julgados pelo leitor, também ele com a sua verdade.

O professor Luís Diamantino, que durante muitos anos assumiu na autarquia a educação e a cultura, na sua apresentação traduziu a leitura do romance em viagens, terras e personagens que agarrados à sua narrativa não o deixaram parar de ler. Quando não conseguimos abandonar um livro só podemos reconhecer mérito ao seu autor.

“Nádia chega da Roménia ao Porto em busca de uma vida melhor, mas acaba arrastada para uma sucessão de acontecimentos que não controla e que a obrigam a lutar pela própria sobrevivência. Um homem faz uma descoberta perturbadora nas águas do Sabor e percebe que pode estar ligada ao desaparecimento de Nádia. Ao mesmo tempo, Apostol viaja para Portugal para a encontrar, deixando atrás de si um rasto de violência. As peças começam a encaixar num enredo marcado por crime, traição e tráfico humano”. Trata-se apenas de o levar ao encontro de “Submersas” interrogações que não vão ficar sem resposta. 

Por: José Peixoto

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