Reportagem

A Voz da Amorim

Amorim situa-se a três quilómetros da sede do concelho da Póvoa de Varzim, contígua à zona norte da cidade. Com 2.800 habitantes, tem na agricultura e na indústria têxtil as suas principais actividades económicas. O associativismo também é uma marca da freguesia e os seus habitantes envolvem-se, activamente, na vida das suas agremiações.

O seu orago é S. Tiago, cuja festividade se celebra a 25 de Julho. Outras duas manifestações religiosas têm lugar na freguesia, a romaria de Santo António, a 13 de Junho, e a Procissão dos Passos, no quarto domingo da Quaresma.

Amorim deriva do Latim e significa local de namoro/namorados. Pensa-se que os sobrenomes/apelidos portugueses “Amorim” e “Morim” têm origem nesta freguesia antiga. É também popular na Póvoa de Varzim devido ao seu pão, a Broa de Amorim, caracteristicamente consumido a altas temperaturas, logo após ser cozinhado.

A freguesia tem uma oferta educativa para todos os níveis de ensino até ao secundário, apesar da sua proximidade com a área urbana. O Centro Social Bonitos de Amorim possui um jardim de infância e na freguesia está instalada a Escola Básica do 1º Ciclo, no lugar de Cadilhe. O Colégio de Amorim é a entidade que faculta o ensino privado, na freguesia, de 2º e 3º ciclos, para além de ensino secundário.

A Voz do Presidente

No âmbito da Reforma Administrativa, em 2013 foi constituída a União de Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso, fruto da agregação destas três freguesias do concelho da Póvoa de Varzim.

Carlos Maçães tem 49 anos e é o presidente da Junta da União de Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso. Filho de Aver-o-Mar, Carlos Maçães é um cidadão interventivo e sempre disponível para trabalhar a favor da comunidade. Foi esse trajecto de cidadania que, em 2005, o levou para a política, tendo por único objectivo contribuir para o desenvolvimento da terra e das suas gentes.

Doze anos volvidos, hoje com responsabilidades autárquicas acrescidas, mantém a mesma filosofia e forma de trabalhar, colocando o interesse público e das populações de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso à frente de quaisquer outros. Por isso, não se considera um político, mas sim um homem do povo e para o povo, atento e disponível para ajudar a comunidade.

O autarca recorda os primeiros passos na política: “A única ligação que tinha era com a paróquia de Aver-o-Mar. Era catequista e lançaram-me o desafio de organizar iniciativas para ajudar o padre Joaquim a construir o Centro Social e Paroquial. Depois de a obra ficar concluída, em 2005, fui desafiado por muitas pessoas a candidatar-me à Junta de Freguesia de Aver-o-Mar, mas já antes cheguei a ser membro da assembleia de freguesia, como independente, a convite do José Rabelo”.

Na altura com apenas 38 anos de idade, Carlos Maçães apresentou-se a sufrágio, encabeçando a lista independente MAR – Movimento Aver-o-Mar Revolucionário, mas apoiada pelo PS, e destronou o então presidente da Junta e candidato do PSD, Manuel Figueiredo, que há muitos anos liderava a Junta de Aver-o-Mar. “Não estava à espera de vencer, mas o povo foi soberano e castigou a inoperância do Manuel Figueiredo. Ele só olhava para o trabalho de secretaria, enquanto a freguesia estava parada e havia muita insatisfação no seio da população. Como eu era uma pessoa dinâmica, as pessoas motivaram-me a avançar e ganhei por 26 votos”, recordou o autarca.

Esta incursão pela política tem correspondido às expectativas? Carlos Maçães respondeu: “Entristece-me o facto de as pessoas acharem que os políticos são todos iguais. Há uma desilusão generalizada na classe política. Muitas vezes somos criticados porque as pessoas querem que se faça tudo à sua porta e isso não é possível. Custa dizer não, mas por vezes tem mesmo de ser”.

O autarca sublinha que as pessoas estão sempre no topo das suas prioridades. E sustenta: “Ao longo dos anos que levo como presidente da Junta, concretizei tudo o que prometi às populações. As únicas excepções foram a construção do novo campo de futebol de Aver-o-Mar porque é um processo moroso, dispendioso, e que levará o seu tempo, e as ruas Sobe e Desce e do Galante, que concretizarei no próximo mandato, caso seja eleito”.

Carlos Maçães defende: “Só faz sentido estar na política para ajudar as pessoas e trabalhar em prol das populações. Não é uma frase feita, esta é a minha forma de estar na política”.

A Casa da Igreja Matriz é uma casa antiga recuperada, junto à mais antiga igreja de Amorim, que é utilizada como extensão da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto e integra a rede concelhia de leitura pública da Póvoa de Varzim.

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