Arquivo: Edição de 09-01-2008
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SECÇÃO: Opinião |
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Artur Queiroz A Capitulação de França
Constatamos esta intransigência no país Basco por parte do Estado espanhol. Sarkozy agiu da mesma forma quando estoiraram motins nos subúrbios de Paris. A União Europeia vai a reboque dos EUA quando se trata de marginalizar o Hamas. E não consta que os líderes europeus dêem grande importância à resistência do Iraque, sob a alegação de que protagoniza actos terroristas.
Mas a humanidade está a receber uma imensa lição de dignidade e de grande amor à liberdade por parte dos patriotas iraquianos que se batem contra os invasores do Iraque.
É neste quadro que o presidente Sarkozy e o governo de Paris deram ordens para cancelar o rali Lisboa-Dakar. Segundo os governantes franceses, a Al Qaeda ameaçou atacar durante a prova automobilística, na Mauritânia. Uns dias antes, quatro cidadãos franceses foram mortos por desconhecidos, quando gozavam férias no país do deserto. Paris imediatamente desaconselhou os franceses a viajarem para a Mauritânia. Até aqui ainda o rali não estava em perigo.
De repente, de França chegaram informações diferentes. A Al Qaeda afinal ameaçava atacar de uma forma cega, em qualquer etapa, em qualquer país do percurso. E umas horas antes da partida, a Total cortou os combustíveis ao Lisboa-Dakar e o governo francês mandou desligar os motores.
Um membro do governo da Mauritânia imediatamente informou que a segurança estava garantida no seu país e disse que os franceses estavam a servir-se da Mauritânia para fins inconfessáveis. O governante mauritano, diplomaticamente, veio dizer-nos que Paris recuou umas décadas e se está a portar num quadro de neo-colonialismo puro e duro.
O que ele não disse e ninguém disse é que afinal os líderes europeus, quando lhes convém, capitulam perante o terrorismo. Sarkozy garantiu a Bin Laden a primeira grande vitória do ano. Ele lá sabe porquê. |
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