Desporto

Poveiras Campeãs Nacionais Pelo Leixões

Festejos-do-Título

Festejos do Título

As atletas poveiras Ana Sofia Couto e Catarina Costa ajudaram o Leixões a vencer o Campeonato Nacional de Voleibol, 25 anos depois da última conquista. Na final do play-off, à melhor de cinco partidas, o clube de Matosinhos venceu o Porto Vólei por 3-1, e somou o 16º título da sua história nesta modalidade.

Ana Sofia Couto, nascida em 1990, e Catarina Alexandra Silva Costa, nascida em 1982, em épocas distintas, começaram a praticar voleibol pela mão da professora Carmo Osório, primeiro na Escola Flávio Gonçalves e depois no Ginásio Clube Vilacondense e no Desportivo da Póvoa, respectivamente. As duas atletas representaram a selecção nacional em todos os escalões e contam no seu currículo com vários títulos nacionais e taças de Portugal da modalidade.

A Voz da Póvoa – A caminhada para o título obedeceu a um exercício de superação?
Ana Sofia Couto – Das quatro equipas que disputaram o play-off, o Leixões era a única não profissional. Enquanto nós treinávamos só ao fim do dia, quando cada uma saía do seu emprego, as adversárias treinavam de manhã e à tarde. Terminamos a fase regular em segundo lugar e nas meias-finais derrotamos o campeão em título, o Voleibol Clube de Famalicão, por 3-0. Na final do play-off, vencemos o Porto Vólei, por 3-1, equipa que nunca tínhamos ganho no decorrer da fase regular do campeonato.
Catarina Costa – Foram três anos a lutar por um objectivo. Criamos uma família muito unida e com uma massa associativa única. Com um pavilhão a rebentar pelas costuras, conseguimos o título mais marcante da minha carreira, que conta 24 anos. As Marias que tinham ganho o último título pelo Leixões estavam lá a apoiar-nos. Não há palavras. Foi uma emoção enorme erguer aquele troféu.

A.V.P. – Conquistaram outros títulos, mas vencer pelo Leixões tem um sabor especial?
A.S.C. – Recuperar um título que fugia há 25 anos fica na memória de qualquer atleta. Depois, é sempre uma honra representar o clube com mais títulos nacionais de voleibol. É um clube muito prestigiado e com adeptos únicos. Foi também um privilégio confraternizar e festejar com as antigas campeãs do Leixões.
C.C. – Os adeptos são o coração do clube e, pela força extra que nos dão, merecem mais do que ninguém este título. Fazemos os jogos cobertas por cânticos. Já fui a várias finais, já joguei na Liga dos Campeões, mas nunca vi adeptos como os do Leixões.

A.V.P. – Num desporto de alta competição que tempo sobra para a família?
A.S.C. – É complicado, mas com compreensão e uma grande camaradagem no clube tudo se consegue. Conheço as duas realidades porque joguei dois anos no Ribeirense, dos Açores, como profissional. Treinava-mos de manhã e de tarde. Como era na ilha do Pico, todos os quinze dias, fazíamos viagens de 12 horas para chegar ao continente. Mas foram pessoas excepcionais, que marcam o nosso percurso.
C.C. – É preciso ter muita disciplina para conciliar tudo, família, treinos e o trabalho. Desde que começamos a treinar, em Setembro, e até Maio, não há vida. É trabalho-casa, casa-treino. Estou mais tempo com a equipa do que com a minha família. Quando jogamos fora, desde sexta a domingo estamos sempre juntas. É outra família. Tenho um marido que me acompanha e, como já foi jogador, dá-me também muita força.

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Karaté

CKA

CKA

O Centro de Karaté Aguçadourense (CKA) e a União Poveira de Karaté (UPK) participaram no IV Open Internacional, que decorreu em Monção, com a participação de centenas de atletas em representação de 50 equipas.

O CKA esteve em evidência ao conquistar 13 pódios e um excelente 3º lugar por equipas. Destaque para as vitórias individuais da infantil Joana Silva (kata), dos iniciados Eva Flores (kumite) e Rodrigo Morim (kumite), e do juvenil Gonçalo Ribas (kumite)

A UPK teve na atleta Rita Ribeiro a sua melhor representante, com um 2º lugar em kumite juvenil +55kg, enquanto João Ribeiro não conseguiu chegar às medalhas.

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