Cultura

Julho É o Mês da Música Erudita

Luís Diamantino e João Marques

Luís Diamantino e João Marques

O 39º Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, que vai decorrer entre os dias 7 e 30 de Julho, foi apresentado no Salão Nobre da Câmara Municipal. Destaque para a participação do pianista Raúl Costa, que vai apresentar um recital com obras de Bach, Beethoven, Debussy, Adès e Balakirev. E da soprano Raquel Camarinho, que vai estar em palco com o Quarteto Verazin e com a Orquestra Sinfónica do Porto/Casa da Música. Refira-se que estes dois poveiros deram os primeiros passos na Escola de Música da Póvoa de Varzim.

A nível internacional, o grande destaque vai para os regressos dos checos Pavel Haas Quartet, que vão interpretar músicas de Beethoven, Martinu e Smetana, e do russo Alexander Melnikov. O pianista vai tocar obras de Schubert, Brahms e Shostakovich.

A conferência de abertura “Monteverdi e a Construção da Ópera Barroca” vai ter mais uma vez as sábias palavras de Rui Vieira Nery.

Ao longo do festival, vão ser interpretados 50 compositores, entre os quais 15 portugueses, numa viagem da Renascença à contemporaneidade. Quanto aos intérpretes, 119 são portugueses e os restantes 47 viajaram da Federação Russa, República Checa, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Grã-Bretanha, Argentina e Canadá.

Foi também lançado o 11º Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim, que premeia obras de jovens compositores nascidos a partir de 1 de Agosto de 1977.

Para o vereador da Cultura, Luís Diamantino, o Festival Internacional de Música é hoje uma referência cultural: “Marcou a descentralização da cultura ao apresentar também concertos na Igreja Românica de Rates. Conseguiu os objectivos a que se propunha, não só a nível turístico e cultural, mas também ao nível da formação de novos músicos. O certame potencia tudo o que se faz ao nível da música na Póvoa de Varzim, desde a sua escola de música, passando pelas formações de grupos ou coros. O ciclo de música coral ou ciclo de música sacra são um bom exemplo disso. Os músicos que nasceram na Escola de Música da Póvoa e participam no festival são hoje uma referência para os nossos alunos. A sua participação é também o reconhecimento daquilo que eles têm conseguido a nível internacional”.

Leia a notícia na íntegra na edição impressa.