Cultura

BALLET CLÁSSICO
Bailarinas Poveiras Brilham em Barcelona

Filipa Bacelar e Ana Sofia Silva

Filipa Bacelar e Ana Sofia Silva

Ana Sofia Silva e Filipa Bacelar são duas jovens bailarinas poveiras, com 12 anos de idade. Alunas de ballet clássico na Escola Domus Dance, no Porto, brilharam recentemente no VII Concurso Internacional de Dança “Certamen Ciutat de Barcelona”, em Espanha.

Ana Sofia Silva conquistou o primeiro lugar, sendo premiada com uma bolsa de estudo de três semanas no Korean National University of Arts (KNUA), enquanto Filipa Bacelar obteve o terceiro lugar, recebendo o convite para fazer formação em Itália e o convite para integrar, em aula, a prestigiada escola Royal Ballet School, em Londres. A nossa reportagem foi conhecer estes dois valores do ballet clássico poveiro.

Ana Sofia Silva começou a dançar com apenas três anos de idade, na Academia Gimnoarte, sob orientação de Joana Rios. “Quando era pequenina, não parava quieta e a minha mãe levou-me para o ballet, porque eu gostava muito de dançar. Estive na Gimnoarte até aos dez anos e depois ingressei na Domus Dance, no Porto”.

A jovem bailarina frequenta o sexto ano na Escola Fontes Pereira de Melo, no Porto, e treina três horas por dia, de segunda a sábado: “É um pouco cansativo, principalmente conciliar o ballet com a escola, mas faço aquilo que gosto e devemos sempre perseguir os nossos sonhos. O início foi difícil, ir para outra escola e fazer novos amigos, mas aos poucos fui-me habituando. Na Domus Dance a exigência é grande, mas só assim podemos evoluir”.

Pela vitória alcançada no concurso, a jovem bailarina poveira ganhou uma bolsa de estudo de três semanas no Korean National University of Arts, na Coreia do Sul. “Infelizmente, não vou poder aceitar porque os professores e os meus pais entenderam que era muito cedo para ir para o outro lado do mundo, principalmente sozinha. Gostava de conhecer novas realidades e experiências, mas vai ter de ficar para outra oportunidade”, lamentou.

Filipa Bacelar também começou a dançar ainda de tenra idade, no Royalty Dance Studios, com a professora Joana Baptista. “Aos nove anos percebi que queria ser bailarina e por isso ingressei na Domus Dance, onde a exigência é maior. Tive de ir estudar para a Escola Fontes Pereira de Melo, para poder conciliar a escola com a dança, e não me arrependo da escolha que fiz. No início foi difícil porque encontrei outra realidade, mas a adaptação correu bem e fiz novos amigos”.

A jovem bailarina reparte os dias entre os estudos e o ballet. Todo o esforço tem como objectivo, evoluir: “É um pouco cansativo, mas não me importo de não ter tempo para brincar ou para descansar, como a maioria das meninas da minha idade, porque o ballett descontrai-me e gosto imenso de dançar. É uma arte, e eu adoro artes. Enquanto danço sinto-me livre. E faz-me feliz”.

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